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quarta-feira, 18 de maio de 2011

EDITORIAL 1

O editorial - Uma modalidade que circunda no cotidiano jornalístico
Situando-nos ao contexto que caracteriza os gêneros veiculados pelo universo jornalístico, ressaltamos uma característica que lhes é peculiar – a objetividade. Embora um repórter, estando diante do exercício de suas funções, prima-se por se manter o mais imparcial possível, é inegável que ele, assim como qualquer outro ser, seja dotado de pensamentos e opiniões próprias. 

Diante de tal ocorrência, os veículos de comunicação, ora representados pelos jornais impressos e revistas, optam por estabelecerem delimitações entre a notícia e o editorial.
Tais delimitações referem-se aos aspectos que se divergem em ambos os gêneros, uma vez que este retrata um discurso voltado para a argumentação, ressaltando a opinião coletiva dos integrantes do jornal, e aquele tem por objetivo apenas informar ao leitor/expectador acerca dos fatos inerentes a um determinado acontecimento. Daí a imparcialidade, isentando-se de quaisquer traços de pessoalidade por parte do emissor (no caso, o profissional atuante). 

As referidas elucidações nos fazem concluir que o editorial se caracteriza por representar um gênero textual que expressa a opinião de um jornal ou revista em relação a um determinado assunto – aspecto que revela sua finalidade persuasiva. Pelo fato de se atribuir a uma opinião coletiva, a autoria não é identificada. Notadamente, em virtude da heterogeneidade de posicionamentos.

No que tange ao discurso apresentado, esse costuma se apoiar em fatos polêmicos ligados ao cotidiano social. E quando falamos em discurso, logo nos atemos à questão da linguagem que, mesmo em se tratando de impressões pessoais, o predomínio do padrão formal, fazendo com que prevaleça o emprego da 3ª pessoa do singular, ocupa lugar de destaque. 

A título de complementaridade, analisemos a forma pela qual se compõe o gênero em questão. Em termos estruturais, podemos dizer que ele se apresenta sob: 

* Uma síntese, constituída por uma apresentação – Constituída geralmente pelo 1º e 2º parágrafo, refere-se à exposição da ideia principal com base na ideia a ser defendida. 

* O corpo do editorial – Revela os argumentos que fundamentam a ideia principal em relação ao posicionamento atribuído pelo veículo de comunicação em referência. 

* A conclusão – Refere-se a uma possível solução para o problema levantado ou, em determinados casos, incita o leitor a uma reflexão sobre o assunto em pauta.

POR WILZA REZENDE LIMA

EDITORIAL

Os editoriais são textos de um jornal em que o conteúdo expressa a opinião da empresa, da direção ou da equipe de redação, sem a obrigação de ter alguma imparcialidade ou objetividade. Geralmente, grandes jornais reservam um espaço predeterminado para os editoriais em duas ou mais colunas logo nas primeiras páginas internas. Os boxes (quadros) dos editoriais são normalmente demarcados com uma borda ou tipografia diferente para marcar claramente que aquele texto é opinativo, e não informativo. Editoriais maiores e mais analíticos são chamados de artigos de fundo.
O profissional da redação encarregado de redigir os editoriais é chamado de editorialista.
Na chamada "grande imprensa", os editoriais são apócrifos — isto é, nunca são assinados por ninguém em particular.
A opinião de um veículo, entretanto, não é expressada exclusivamente nos editoriais, mas também na forma como organiza os assuntos publicados, pela qualidade e quantidade que atribui a cada um (no processo de Edição jornalística). Em casos em que as próprias matérias do jornal são imbuídas de uma carga opinativa forte, mas não chegam a ser separados como editoriais, diz-se que éJornalismo de Opinião.

Ex: Leia o editorial publicado nesta sexta-feira:

Dificilmente a Câmara dos Deputados conseguirá aprovar a curto prazo a Lei de Biossegurança que precisa votar por ter sido modificada no Senado.

É muito longa a pauta de projetos à espera de apreciação: além de outras importantes leis, há projetos de emendas constitucionais e uma série de medidas provisórias, que trancam a pauta. 

Mas, com tudo isso, é importante que os deputados tenham consciência da necessidade de conceder aos cientistas brasileiros, o mais rapidamente possível, a liberdade de que eles necessitam para desenvolver pesquisas na área das células-tronco embrionárias.

Embora seja este um novo campo de investigação, já está fazendo surgir aplicações práticas concretas, que demonstram seu potencial curativo fantasticamente promissor. 

Não é por outro motivo que os eleitores da Califórnia aprovaram a emenda 71, que destina US$ 3 bilhões às pesquisas com células-tronco, causa defendida com veemência por seu governador, o mais do que conservador Arnold Schwarzenegger.

O caso chama a atenção porque o ex-ator, ao contrário de outros republicanos (como Ron Reagan, cujo pai sofria do mal de Alzheimer), não tem interesse pessoal no desenvolvimento de tratamentos médicos para doenças degenerativas hoje incuráveis.

Apenas o convívio com pessoas como o recentemente falecido Christopher Reeve, que ficou tetraplégico após um acidente, ou Michael J. Fox, que sofre do mal de Parkinson, parece ter sido suficiente para convencer Schwarzenegger de que é fundamental apoiar a pesquisa. 

O projeto que retornou do Senado ainda inclui graves restrições à ciência, como a limitação das pesquisas às células de embriões congelados há pelo menos três anos nas clínicas de fertilização — embriões descartados que, com qualquer tempo de congelamento, vão acabar no lixo.

Também algum dia será preciso admitir a clonagem com fins terapêuticos, hoje vedada, e que é particularmente promissora. 

Ainda assim, comparado com o projeto proibitivo que veio originalmente da Câmara, o novo texto da Lei de Biossegurança é um importante passo à frente. Merece ser apreciado com rapidez e aprovado pelos deputados.
(O Globo, 5/11)

POR WILZA REZENDE LIMA

laboratório de redação

Este laboratório tem como objetivo levar até você as principais
técnicas para se escrever um bom texto, principalmente no
vestibular.

Tópicos abordados


Coesão e Coerência

Antes de tudo é preciso saber o que é coesão e coerência, pois elas são as principais chaves de qualquer texto.

Coesão - é a ligação existente entre as idéias, feita através de conectivos apropriados, como conjunções, pronomes e artigos. O uso indevido de elementos de ligação e mesmo a má escolha vocabular podem comprometer os processos coesivos do texto. 
Coerência - é a relação lógica entre as várias idéias que compõem um texto. O problema básico envolvido na produção da coerência é o do acerto das partes com relação ao todo textual, do ajuste seqüencial das idéias, da progressão dos argumentos, das afirmativas que são explicadas.





Texto Dissertativo

.......Dissertar consiste em argumentar em torno de uma idéia, baseando-se em um ponto de vista para fazer defesas ou acusações. Através de fundamentação, um texto dissertativo é construído. Nesse tipo de texto você estará expondo suas idéias sobre um determinado tema. Antes de começar a escrever, é preciso ter em mente qual é o seu principal objetivo e o que você quer provar àquele que está lendo.
.....A maioria dos vestibulares cobram a dissertação. Trazem uma orientação e a partir dela você cria seu texto. Não fuja do tema proposto e organize seu texto em um rascunho. Fique sempre atento ao que está escrevendo! Coloque-se sempre no lugar do leitor e nunca deixe idéias vagas em seu texto.




Articulação de Idéias

Desenvolvendo parágrafos. Uma sugestão:
Cada parágrafo, ao ser desenvolvido, deve ser organizado em torno de certas frases-básicas, que têm as suas funções originais:
- Tópico Frasal: é a frase inicial, desenvolvida a partir da temática da orientação. Para se achar a temática de uma orientação, basta resumir o conteúdo principal do tema apresentado.
- Frase de desenvolvimento: é desenvolvida a partir das respostas à pergunta "por quê?", feita ao tópico frasal. Geralmente, um parágrafo se desenvolve com duas ou três dessas frases.
- Frase de Conclusão: fecha a idéia do parágrafo. Iniciado por expressões do tipo "é preciso", "é necessário"; fazendo assim uma relação de análise e solução.
Exemplo: "Viver na cidade tornou-se um grande desafio. A todo momento, as pessoas são vítimas das mais variadas formas de violência. É preciso que o governo se posicione urgentemente e crie medidas que mudem essa situação."


Construção de Parágrafos

Ao desenvolver uma dissertação, é preciso preocupar-se com a função dos parágrafos, além, é claro, da preocupação estética.
A produção não deve ultrapassar cinco parágrafos, cada um com a função abaixo: Observação: o texto abaixo é para exemplificação da técnica, por isso sua fundamentação é superficial. Ao escrever, explore de forma mais abrangente seus argumentos.
1º. parágrafo - localização de tempo e espaço, reação social e índice de variação do assunto.
Exemplo: O Brasil é um país em que nos últimos anos apresenta um aumento assustador do índice de violência policial, gerando grandes revoltas por parte da população.
2º. parágrafos - pode ser desenvolvido em dois parágrafos. Abrange o "falar a respeito", que pode ser iniciado a partir das idéias obtidas à pergunta "por quê?", feita ao tópico frasal.
Exemplo: Os policiais atualmente são vítimas do desinteresse político que julga a preparação integral desses profissionais como uma atividade secundária. (...)3º. parágrafo
4º. parágrafo - exemplificação. Localização de tempo e espaço, reação social e/ou nacional e o fato.
Exemplo: cerca de dois anos, a sociedade paulista e também nacional se chocou com o comportamento de policiais militares que usaram do poder que lhes é peculiar, para torturar pessoas inocentes com o objetivo de tirar-lhes dinheiro.
5º. parágrafo - conclusão. Evidencia seu ponto de vista direta ou indiretamente. Use expressões como "é preciso", "é importante", "é necessário" para iniciar seu parágrafo conclusivo.
Exemplo: É preciso que o governo assuma verdadeiramente seu papel e crie mudanças de combate à violência, sobretudo, policial. Afinal as pessoas têm direito à uma vida mais digna e tranqüila.




Dicas Importantes

1) São condições de nulidade de redação no Vestibular:

- ser ilegível;
- fugir totalmente ao tema proposto;
-não obdecer aos tipos de composição propostos (narração, dissertação,descrição);
- apresentar 20 ou mais erros de ortografia, 20 ou mais erros de pontuação;
- estar escrita a lápis;
- ser inintelegível.
2) Nunca use em seu texto frases que estavam prontas na orientação apresentada. Isso pode ser considerado plágio e sua redação corre o risco de ser anulada.
3) Gírias ou ditados populares não devem aparecer em sua dissertação (é um caso de plágio também) Caso queira usar, por exemplo: Água mole, pedra dura, tanto bate até que fura; que é um ditado, construa assim: "Como diz o ditado popular: água mole, pedra dura..."
4) Procure não utilizar a primeira pessoa em sua redação, principalmente quando for determinado texto objetivo. A primeira pessoa dá um caráter muito subjetivo ao seu texto, o que de certa forma prejudica sua argumentação.